domingo, 3 de junho de 2012

A SUPREMACIA BOURNE


A SUPREMACIA BOURNE (The Bourne supremacy, 2004, Universal Pictures, 108min) Direção: Paul Greengrass. Roteiro: Tony Gilroy, romance de Robert Ludlum. Fotografia: Oliver Wood. Montagem: Richard Pearson, Christopher Rouse. Música: John Powell. Figurino: Dinah Collin. Direção de arte/cenários: Dominic Watkins/Bernard Henrich. Produção executiva: Doug Liman, Henry Morrison, Jeffrey M. Weiner. Produção: Frank Marshall, Patrick Crowley. Elenco: Matt Damon, Franka Potente, Brian Cox, Julia Stiles, Joan Allen, Karl Urban, Gabriel Mann. Estreia: 15/7/04

No mesmo ano em que “Homem-aranha 2” quebrou a regra de que continuações são sempre inferiores a seus produtos originais, uma outra sequência de um filme de sucesso chegou às telas e mostrou que a maldição só pode ser aplicada quando o objetivo de fazer dinheiro nas bilheterias sobrepõe-se ao talento das pessoas envolvidas no projeto. “A supremacia Bourne”, continuação de “A identidade Bourne”, ganhou novo diretor – Paul Greengrass substituiu Doug Liman – e um fôlego novo, confirmando Matt Damon como um improvável mas competente herói de ação.
      
Enquanto o primeiro filme começava com Jason Bourne (Damon) totalmente às cegas quanto a seu passado dessa vez a coisa é um pouco menos grave no início. Escondido de tudo e de todos, ele está na Índia com sua namorada Marie (Franka Potente) quando passa a ser perseguido por um assassino russo. Obrigado a sair do seu esconderijo depois de uma tragédia, ele ainda se vê às voltas com a acusação de ter assassinado agentes da CIA, uma vez que suas digitais foram encontradas no local do crime. Perseguido pela chefe da agência, a incansável Pamela Landy (a sempre ótima Joan Allen), Bourne tenta provar sua inocência e desbaratar uma conspiração que envolve seu nome, chegando até Moscou.

       

Assim como Doug Liman fez no primeiro filme, o novo diretor Paul Greengrass – egresso de dramas de fundo político com tons de semi-documentário – acerta em não explicar muito ao espectador, deixando-o tão atônito e perdido quanto seu protagonista. Conforme a trama avança e Bourne começa a juntar os pedaços do quebra-cabeça que é sua vida o público vai gradualmente se envolvendo em uma trama inteligente repleta de cenas de ação do mais alto gabarito. Assim como acontecia a perseguição automobilística no primeiro filme pelas apertadas ruas de Paris o segundo capítulo apresenta uma corrida por Moscou que em nada perde para seu antecessor. E Matt Damon continua mostrando porque foi a escolha mais acertada para o papel de Jason Bourne, um James Bond antenado com a nova realidade do cinema e de seu público.

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