O cinema nacional tem nos proporcionado excelentes surpresas como "Tropa de elite", "Cidade de Deus" e "O palhaço", mas de vez em quando surge uma aberração capaz de acabar com a crença de que cinema de qualidade pode ser feita no Brasil.
Um exemplo perfeito dessa afirmação é "Estrela solitária". Mesmo baseado em um espetacular livro de Ruy Castro e com uma história fascinante em mãos (a saber a trágica vida de Mané Garrincha) o filme é uma desgraça. Mal dirigido, mal interpretado, mal editado e com uma produção perceptivelmente pobre (e sem nenhuma criatividade), é uma decepção sem tamanho que nenhuma revisão há de melhorar.
O livro - e o próprio Garrincha - mereciam coisa muito melhor que esse lixo.
Filmes, filmes e mais filmes. De todos os gêneros, países, épocas e níveis de qualidade.
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quarta-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 29 - SAÍDA PELA ESQUERDA (MELHOR SEQUÊNCIA DE PERSEGUIÇÃO)
Numa época em que qualquer filme de ação que se preze TEM que ter uma perseguição de fazer a audiência prender a respiração, poucos são aqueles que realmente o fazem com inteligência e categoria. E é inegável que, apesar dos três capítulos da série Bourne inaugurada por Doug Liman em 2001 serem espetaculares, o último episódio, "O ultimato Bourne", comandado por Paul Greengrass apresenta uma das mais espantosas perseguições da história do cinema. Quem ainda não viu não sabe o que está perdendo.
segunda-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 28 - QUENTE E ÚMIDO (MELHOR CENA DE SEXO)
Quando finalmente Marina (Victoria Abril) cede ao desejo e se entrega a seu raptor Ricki (Antonio Banderas) - no filme "Ata-me!" - o cinema de Pedro Almodovar chega ao seu êxtase. Longa, excitante e belamente fotografada (porém, sem filtros desnecessários que transformam o sexo no cinema em uma experiência anestesiante), a cena resume a obra do cineasta espanhol: o prazer ligado à dor, o amor ligado à transgressão, o etéreo (amor) ligado ao físico (o ato sexual). Tudo envolto na trilha sonora de Ennio Morricone. Um dos maiores momentos do cinema europeu dos anos 90.
sexta-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 27 - MELHOR PORRADA (CENA DE VIOLÊNCIA)
Antes que os nostálgicos de plantão surjam com pedras e tacapes pra cima de mim me acusando de estar privilegiando filmes recentes demais nessa seleção eu só peço a eles que assistam à assustadora cena do elevador em "Drive" - de Nicolas Winding Refn - na qual o misterioso personagem de Ryan Gosling simplesmente destroça o perseguidor da mulher por quem está apaixonado. Ecoando os melhores momentos de um Scorsese de início da carreira, a cena gruda na memória de forma absurda. E é uma das mais impactantes dos últimos anos.
quinta-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 26 - UNHA E CARNE (MELHOR AMIZADE)
Quando se fala em amizade no cinema eu não posso evitar de lembrar imediatamente de um dos filmes mais lindos, emocionantes e inesquecíveis que já tive o prazer de ver e rever e trever. Adaptado de um conto de Stephen King chamado "The body" - que deixa de lado sua obsessão por alienígenas, monstros e assassinos - o filme "Conta comigo" foi dirigido por Rob Reiner em 1986 e chegou a concorrer ao Oscar de roteiro adaptado. E eu desafio a qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade a assistí-lo sem ficar com um aperto no coração e um nó na garganta.
Pra quem não conhece, "Conta comigo" narra a aventura de quatro amigos pré-adolescentes dos anos 50 que, para fugir da mediocridade e, em alguns casos violência de suas vidas domésticas, partem em busca do corpo de um menino que morreu atropelado por um trem. Oficialmente eles desejam fama. Na verdade, querem momentos para jamais esquecerem - e os encontram, não na forma do cadáver (cuja busca passa a ser a menor das aventuras) mas como uma amizade indelével e marcante.
Narrado por um dos amigos em forma de flashback - em participação especial de Richard Dreyfuss - "Conta comigo" ainda tem inúmeros trunfos, além do roteiro impecável. A trilha sonora que inclui a famosa música-tema "Stand by me" - adorada por John Lennon - o clima nostálgico, o humor inocente e o elenco formidável que inclui - em início de carreira - Kiefer Sutherland e John Cusack e os ótimos Corey Feldman, Jerry O'Connell, Wil Wheaton e o saudoso River Phoenix em um papel ícônico em sua curta e promissora carreira. Para ver e arrepiar-se sempre.
Pra quem não conhece, "Conta comigo" narra a aventura de quatro amigos pré-adolescentes dos anos 50 que, para fugir da mediocridade e, em alguns casos violência de suas vidas domésticas, partem em busca do corpo de um menino que morreu atropelado por um trem. Oficialmente eles desejam fama. Na verdade, querem momentos para jamais esquecerem - e os encontram, não na forma do cadáver (cuja busca passa a ser a menor das aventuras) mas como uma amizade indelével e marcante.
Narrado por um dos amigos em forma de flashback - em participação especial de Richard Dreyfuss - "Conta comigo" ainda tem inúmeros trunfos, além do roteiro impecável. A trilha sonora que inclui a famosa música-tema "Stand by me" - adorada por John Lennon - o clima nostálgico, o humor inocente e o elenco formidável que inclui - em início de carreira - Kiefer Sutherland e John Cusack e os ótimos Corey Feldman, Jerry O'Connell, Wil Wheaton e o saudoso River Phoenix em um papel ícônico em sua curta e promissora carreira. Para ver e arrepiar-se sempre.
terça-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 25 - MEU VILÃO PREFERIDO
Um diretor do porte de Martin Scorsese, um ator como Robert DeNiro e um roteiro que mistura violência física e psicológica. O que mais se pode esperar de um suspense? Max Cady, o ex-presidiário sedento por vingança urdido em "Cabo do medo" - refilmagem de "Círculo do medo", da década de 60 - é o vilão ideal do cinema: amoral, cruel e disposto a qualquer coisa pra atingir seus objetivos malignos, o que inclui violência sexual e homicídio. Nem mesmo os exageros do terço final do filme, que o transformam em um super-humano conseguem atrapalhar a sensação de pavor e tensão que o visual assustador de DeNiro causa no espectador. Vilão de primeira linha!
segunda-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 24 - MELHOR PAR ROMÂNTICO
Que me perdoem os saudosistas (categoria em que até me enquadro em determinados momentos), mas não vou repetir a mesma ladainha de sempre, escolhendo como melhor par romântico as dobradinhas clichês (ainda que justas) de Clark Gable/Vivien Leigh, Ingrid Bergman/Humphrey Bogart, Richard Gere/Julia Roberts. Minha escolha recai em um par romântico mais contemporâneo, mas nunca menos avassalador e/ou dramático - e o fato do casal de atores ter se apaixonado durante as filmagens apenas reitera minha teoria de que química não é algo que se fabrique.
Em "Diário de uma paixão", Ryan Gosling e Rachel MacAdams vivem uma história de amor daquelas que todos os fãs do cinema romântico sempre sonharam viver. Lindos e talentosos, eles conquistam o público com uma verdade poucas vezes vista nas últimas décadas. Não é à toa que é impossível não se apaixonar por eles durante a sessão...
Em "Diário de uma paixão", Ryan Gosling e Rachel MacAdams vivem uma história de amor daquelas que todos os fãs do cinema romântico sempre sonharam viver. Lindos e talentosos, eles conquistam o público com uma verdade poucas vezes vista nas últimas décadas. Não é à toa que é impossível não se apaixonar por eles durante a sessão...
terça-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 23 - MELHOR DR
Poucos cineastas conseguem conduzir tão bem cenas de diálogos afiados quanto Mike Nichols. Em 1966, deu o Oscar a Elizabeth Taylor pelo ácido "Quem tem medo de Virginia Woolf?", onde ela atua ao lado do então marido Richard Burton (e ambos soltam cobras e lagartos um para o outro). Em 2004, Nichols voltou à carga com a adaptação cinematográfica de outra peça de teatro genial por seu texto cruel: "Closer, perto demais" teve a sorte de contar com um elenco impecável - Julia Roberts, Jude Law e os vencedores do Golden Globe Clive Owen e Natalie Portman - para narrar as entranhas de dois relacionamentos complicados (ou seriam quatro?)
É impossível não ficar com a respiração suspensa na cena mais sensacional do filme, quando tanto Anna (Roberts) e Larry (Owen) quanto Dan (Law) e Alice (Portman) tentam resolver suas vidas na base da conversa (ou da briga, ou das lágrimas). É uma cena dirigida habilmente que nunca mais sai da cabeça do espectador.
É impossível não ficar com a respiração suspensa na cena mais sensacional do filme, quando tanto Anna (Roberts) e Larry (Owen) quanto Dan (Law) e Alice (Portman) tentam resolver suas vidas na base da conversa (ou da briga, ou das lágrimas). É uma cena dirigida habilmente que nunca mais sai da cabeça do espectador.
segunda-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 22 - SO YOU THINK YOU CAN DANCE (MELHOR MUSICAL)
Que me perdoem Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e todos aqueles verdadeiramente artistas que fizeram a glória dos musicais clássicos, mas se existe um representante do gênero que nunca me cansa e sempre me empolga/excita/emociona é "Moulin Rouge", do australiano Baz Luhrmann. Ok, os puristas podem urrar de desgosto com a cornucópia de cores, movimentos de câmera e barulho, mas a versão século XXI do gênero é realmente exagerada e cafona como quer seu diretor - que já havia desafiado os conservadores com sua visão lisérgica de "Romeu e Julieta" cinco anos antes.
Misturando Madonna, Nirvana, Elton John, Paul McCartney, David Bowie com espartilhos, coreografias divetidas e um tom de vaudeville, "Moulin Rouge" é brega e emocionante como o amor em si. E Ewan McGregor e Nicole Kidman nunca estiveram tão encantadores...
Misturando Madonna, Nirvana, Elton John, Paul McCartney, David Bowie com espartilhos, coreografias divetidas e um tom de vaudeville, "Moulin Rouge" é brega e emocionante como o amor em si. E Ewan McGregor e Nicole Kidman nunca estiveram tão encantadores...
domingo
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 21 - PRETO NO BRANCO (MELHOR NOIR)
Billy Wilder na direção, trama escrita por James Cain e roteirizada por Raymond Chandler, Barbara Stanwyck e Fred McMurray liderando o elenco, uma fotografia extraordinária de John Seitz e sete indicações ao Oscar. Parece de "Pacto de sangue" nasceu para ser o noir por excelência e é impossível citar o gênero sem que seu nome venha imediatamente à cabeça. Nem a versão um tanto mais eurótica que John Hustou lançou no início da década de 80 - estrelada por Jack Nicholson e Jessica Lange - chega aos pés dessa verdadeira aula de cinema.
Quando menos se souber sobre sua estória, melhor, acreditem em mim. Basta dizer que suas reviravoltas são empolgantes, sua direção impecável e sua fotografia das melhores dos anos 40 - e provavelmente da história do cinema americano. Imperdível!
Quando menos se souber sobre sua estória, melhor, acreditem em mim. Basta dizer que suas reviravoltas são empolgantes, sua direção impecável e sua fotografia das melhores dos anos 40 - e provavelmente da história do cinema americano. Imperdível!
sábado
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 20 - MELHOR COMÉDIA ROMÂNTICA
Quais são os ingredientes essenciais para que se tenha uma boa comédia romântica, daquelas que extrapolam as limitações do gênero para tornarem-se clássicas por si mesmas? Um casal com boa química, é claro. Um roteiro romântico e engraçado ao mesmo tempo, para dar equilíbrio. Cenários naturais deslumbrantes sempre ajudam, e se for Nova York melhor ainda. Personagens verossímeis também são importantes, para que as pessoas consigam se identificar. Uma trilha sonora atemporal também ajuda. E, at last but no least... uma cena destinada a antologias de cinema.
Todos os ingredientes acima fazem parte da receita de "Harry & Sally, feitos um para o outro", uma das mais deliciosas comédias românticas da história de Hollywood. Um texto afiado de Nora Ephron, uma direção sensível de Rob Reiner, uma dupla central acima de quaisquer dúvidas - Meg Ryan tornando-se expert no assunto e Billy Cristal em seu melhor papel até hoje -, uma trilha sonora de standards do jazz (influência de Woody Allen) e uma Manhattan deslumbrante batem ponto no filme que é referência absoluta ao gênero.
A cena antológica? O falso orgasmo no restaurante lotado, ora essa...
Todos os ingredientes acima fazem parte da receita de "Harry & Sally, feitos um para o outro", uma das mais deliciosas comédias românticas da história de Hollywood. Um texto afiado de Nora Ephron, uma direção sensível de Rob Reiner, uma dupla central acima de quaisquer dúvidas - Meg Ryan tornando-se expert no assunto e Billy Cristal em seu melhor papel até hoje -, uma trilha sonora de standards do jazz (influência de Woody Allen) e uma Manhattan deslumbrante batem ponto no filme que é referência absoluta ao gênero.
A cena antológica? O falso orgasmo no restaurante lotado, ora essa...
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 19 - MELHOR FAROESTE
Gênero americano por natureza, o western tem seu panteão de heróis próprios, onde pairam soberanos nomes como John Wayne, John Ford e o Clint Eastwood, que tornou-se respeitado como cineasta ao forjar o réquiem definitivo do estilo, "Os imperdoáveis" - cujo sucesso deflagrou, por pura ironia, uma nova onda de interesse por histórias que exigem descampados fotografados com precisão, cavalos e heróis acima do bem e do mal (ainda que a partir da década de 90 o revisionismo do gênero mudou muito as coisas... pra pior).
Mas, por mais que Eastwood mereça todo o respeito, western, pra mim remete diretamente à dupla John Ford/John Wayne. E a quintessência do gênero é "Rastros de ódio", que apresenta todos os clichês possíveis (que ainda eram apenas elementos narrativos). Estão no filme de Ford a violência, a beleza do Monument Valley, o maniqueísmo que sobrepujava os índios em detrimento dos brancos e o próprio John Wayne em papel ícônico.
E além de tudo, é um baita filme, daqueles que prendem a atenção até o final (apesar de alguns elementos cômicos que poderiam ter sido deixados de lado).
Mas, por mais que Eastwood mereça todo o respeito, western, pra mim remete diretamente à dupla John Ford/John Wayne. E a quintessência do gênero é "Rastros de ódio", que apresenta todos os clichês possíveis (que ainda eram apenas elementos narrativos). Estão no filme de Ford a violência, a beleza do Monument Valley, o maniqueísmo que sobrepujava os índios em detrimento dos brancos e o próprio John Wayne em papel ícônico.
E além de tudo, é um baita filme, daqueles que prendem a atenção até o final (apesar de alguns elementos cômicos que poderiam ter sido deixados de lado).
terça-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 18 - MELHOR ANIMAÇÃO
Eu confesso que não sou chegado a desenhos animados. Mais de trinta minutos de um filme animado já é o suficiente pra me deixar impaciente. Mas quem tem sobrinhos precisa, de vez em quando, dar uma olhadinha no que está acontecendo no mundo do cinema sem atores de carne-e-osso. Por mais que eu ache "O Rei Leão" um belo filme e tenha boas lembranças dos desenhos de Walt Disney que marcaram a minha infância, acho que o melhor de todos é uma trilogia: "Toy story" é uma delícia. Engraçado, emocionante e com uma história excelente, é, sem dúvida, meu preferido. Os três filmes são os únicos desenhos animados que eu consigo assistir mais de uma vez sem cair no sono... E sem falar que as personagens são encantadoras e a mensagem é de comover qualquer um...
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 17 - BRASILEIRÃO
É possível reunir um roteiro decente, atuações inesquecíveis, um tema relevante e um nível técnico de primeiro mundo em um filme nacional? Até há poucos anos a resposta seria um inequívoco NÃO. Mas aos poucos o cinema brazuca anda dando mostras de um amadurecimento inconteste. E, para cada "As mães de Chico Xavier" que somos obrigados a engolir, surge um candidato a obra-prima. Mas, por mais que "Tropa de elite 2" seja merecidamente a maior bilheteria do nosso cinema até hoje, seria injusto não homenagear aquele filme que abriu definitivamente as portas para que o Brasil passasse a ser reconhecido como potencial pólo cinematográfico. Dirigido por Fernando Meirelles (hoje já em pagos hollywoodianos), "Cidade de Deus" conseguiu o que parecia impossível: agradou o público (um imenso público, diga-se de passagem), a crítica, os membros da Academia de Hollywood e todo mundo que é fã de bom cinema - além de ter legado à história um dos mais apavorantes vilões que se tem notícia, o temido Zé Pequeno...
Quanto mais eu assisto a "Cidade de Deus", mais eu gosto! Obra-prima inquestionável!
Quanto mais eu assisto a "Cidade de Deus", mais eu gosto! Obra-prima inquestionável!
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 16 - MELHOR-DURÃO-QUE-NO-FUNDO--É-CORAÇÃO-MOLE
Ele passou por western-spaghettis, por policiais setentistas e até viveu o cineasta John Huston em busca de um elefante em "Coração de caçador". Mas é como um homem sensível que Clint Eastwood atinge seu ápice como ator e personalidade. Na pele de Robert Kincaid, fotógrafo da National Geographic que entontence a dona-de-casa Meryl Streep em "As pontes de Madison", o velho e bom Eastwood já dava mostras de que por debaixo de toda aquela frieza aparente existia um coração. Mas foi como o treinador de Hilary Swank em "Menina de ouro" - que lhe deu seu segundo Oscar de direção - que ele provou que - mais que tiros - ele consegue arrancar lágrimas de esguicho de qualquer espectador com um mínimo de sensibilidade.
Eastwood é bom como durão! Mas é melhor ainda como um homem que chora!
Eastwood é bom como durão! Mas é melhor ainda como um homem que chora!
segunda-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 15 - MELHOR HORIZONTE (FOTOGRAFIA INESQUECÍVEL)
Contar uma história em imagens é uma arte. E alguns dos mais impactantes e inesquecíveis filmes contam com um diretor de fotografia como profissional essencial. Como esquecer o glorioso technicolor de "E o vento levou", por exemplo? E os coloridos gritantes dos filmes de Pedro Almodovar? E os horizontes dos westerns de John Ford?
Mas confesso que tenho uma queda por filmes em preto-e-branco, sejam eles clássicos ou contemporâneos. E uma das fotografias que mais me deslumbraram (deslumbram, deslumbrarão) é aquela que Janusz Kaminski criou em "A lista de Schindler". Parte integrante e essencial da narrativa de Steven Spielberg, ela é chocante, poética, realista mas nunca deixa de ser deslumbrante. Merecidamente premiada com o Oscar, é uma aula para qualquer diretor de fotografia. Impecável!
Mas confesso que tenho uma queda por filmes em preto-e-branco, sejam eles clássicos ou contemporâneos. E uma das fotografias que mais me deslumbraram (deslumbram, deslumbrarão) é aquela que Janusz Kaminski criou em "A lista de Schindler". Parte integrante e essencial da narrativa de Steven Spielberg, ela é chocante, poética, realista mas nunca deixa de ser deslumbrante. Merecidamente premiada com o Oscar, é uma aula para qualquer diretor de fotografia. Impecável!
sexta-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 14 - BATENDO PAPO (MELHOR DIÁLOGO)
Não há como deixar Woody Allen de fora de uma lista dessas, principalmente se a questão for "melhor diálogo". Mestre das palavras, Allen sabe como ninguém fazer rir com piadas inteligentes e partir o coração como acontece na cena abaixo. O filme? "Manhattan", um dos melhores trabalhos do diretor/roteirista. E um dos meus favoritos, disparado.
Tem como não se encantar com a sequência final dessa obra-prima? Dentre tantos diálogos saborosos e poéticos, como não se emocionar com "Nem todo mundo se corrompe... Você tem que ter mais fé nas pessoas!"?
Infelizmente não consegui achar um vídeo com a cena legendada... Mas vale a pena, confiem em mim...
Tem como não se encantar com a sequência final dessa obra-prima? Dentre tantos diálogos saborosos e poéticos, como não se emocionar com "Nem todo mundo se corrompe... Você tem que ter mais fé nas pessoas!"?
Infelizmente não consegui achar um vídeo com a cena legendada... Mas vale a pena, confiem em mim...
terça-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 13 - MAIOR ROUBADA CINEMATOGRÁFICA
Quem vai ao cinema com frequência sabe que assistir a filmes ruins é uma coisa da qual ninguém está livre. Nem mesmo aqueles elogiados e premiados ficam de fora dessa lista. Para ilustrar minha teoria, o meu escolhido para ser a maior roubada cinematográfica ganhou Oscar de melhor filme, diretor, ator e roteiro original, mas, a meu ver, é uma das maiores bombas dos últimos anos. Sim, estou falando de "O discurso do rei".
Festival de clichês, o filme de Tom Hopper parece ter sido feito sob medida para encantar os membros mais conservadores e preguiçosos da Academia, que o prefereriam a obras inovadoras e muito mais inteligentes, como "Cisne negro" e "A origem". Chato, previsível, visualmente pobre e exageradamente "autoajuda", é daqueles filmes que me despertaram uma única vontade na sala de cinema: sair correndo dela o quanto antes.
Me desculpem os fãs, mas pra mim, foi uma roubada tremenda.
Festival de clichês, o filme de Tom Hopper parece ter sido feito sob medida para encantar os membros mais conservadores e preguiçosos da Academia, que o prefereriam a obras inovadoras e muito mais inteligentes, como "Cisne negro" e "A origem". Chato, previsível, visualmente pobre e exageradamente "autoajuda", é daqueles filmes que me despertaram uma única vontade na sala de cinema: sair correndo dela o quanto antes.
Me desculpem os fãs, mas pra mim, foi uma roubada tremenda.
segunda-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 12 - MELHOR ANO DA HISTÓRIA DO CINEMA
Já virou uma espécie de lugar-comum dizer que 1939 foi o ano de ouro de Hollywood, graças a filmes como "...E o vento levou" e "O mágico de Oz" e qualquer cinéfilo é obrigado a concordar com essa afirmação. Mas sessenta anos depois outro ano também foi de alegrar qualquer fã da sétima arte. Quem duvida que 1999 foi um ano muito especial só precisa dar uma refrescada na memória. Vamos lá?
No ano de 1999 cineastas de grande prestígio visitaram as telas: Milos Forman com sua cinebio "O mundo de Andy", com grande atuação de Jim Carrey; Paul Thomas Anderson com sua obra-prima "Magnólia"; Woody Allen com "Poucas e boas"; Pedro Almodovar com "Tudo sobre minha mãe"; Martin Scorsese com "Vivendo no limite"; David Fincher com "Clube da luta" e David Lynch com "História real".
O Oscar teve concorrentes sensacionais, como "Beleza americana" - estreia genial de Sam Mendes -, "O sexto sentido" - que revelou M. Night Shyamalan -, "O talentoso Ripley", de Anthony Minghella, "O informante", de Michael Mann, "Meninos não choram", de Kimberly Pierce, "Fim de caso", de Neil Jordan, "À espera de um milagre", de Frank Darabont e "Quero ser John Malkovich", de Spike Jonze.
Convenhamos, quantos anos tiveram a sorte de contar com tanta coisa boa???
No ano de 1999 cineastas de grande prestígio visitaram as telas: Milos Forman com sua cinebio "O mundo de Andy", com grande atuação de Jim Carrey; Paul Thomas Anderson com sua obra-prima "Magnólia"; Woody Allen com "Poucas e boas"; Pedro Almodovar com "Tudo sobre minha mãe"; Martin Scorsese com "Vivendo no limite"; David Fincher com "Clube da luta" e David Lynch com "História real".
O Oscar teve concorrentes sensacionais, como "Beleza americana" - estreia genial de Sam Mendes -, "O sexto sentido" - que revelou M. Night Shyamalan -, "O talentoso Ripley", de Anthony Minghella, "O informante", de Michael Mann, "Meninos não choram", de Kimberly Pierce, "Fim de caso", de Neil Jordan, "À espera de um milagre", de Frank Darabont e "Quero ser John Malkovich", de Spike Jonze.
Convenhamos, quantos anos tiveram a sorte de contar com tanta coisa boa???
sexta-feira
UM MÊS, 31 FILMES - DIA 11 - MELHOR DRAMA
Para quem gosta, como eu, de assistir a filmes que mexam com o emocional, é difícil escolher apenas um drama para eleger como favorito. Afinal de contas, o próprio gênero já se presta a inúmeras subdivisões (drama romântico, drama de guerra, drama familiar, drama histórico, enfim....) Porém, para fazer a escolha eu levei em consideração que um bom drama não precisa necessariamente fazer chorar, mas sim permanecer na cabeça e no coração do espectador, fazendo-o adquirir uma nova visão a respeito de algum assunto ou então dizendo com melhores palavras e imagens coisas que precisam ser ditas.
Sendo assim, vou novamente ceder à contemporaneidade, ao invés de apelar aos clássicos. E mais uma vez vou citar Meryl Streep nesse meme. Afinal, ela foi a minha atriz preferida e participa do "filme mais triste". Pois é, Meryl, fazer o que se você sabe conduzir sua carreira? Dessa vez o escolhido é "As horas" (oi, Alan Raspante...)
Baseado em um romance aparentemente infilmável de Michael Cunningham (o cara é gênio, todos os seus livros são fabulosos), "As horas" se passa dentro do pensamento melancólico de três mulheres separadas pelos anos mas unidas pela insatisfação que nutrem por algo que nem mesmo elas conseguem expressar a contento (e isso que uma delas é a escritora Virginia Woolf, vivida com delicadeza pela merecida vencedora do Oscar, Nicole Kidman).
A trilha de Philip Glass é um arraso, a edição é perfeita, o roteiro é brilhante e o elenco nem precisa comentar. É obra-prima absoluta. E de acabar com qualquer cidadão com um mínimo de sensibilidade. Mora no fundo do meu coração.
Sendo assim, vou novamente ceder à contemporaneidade, ao invés de apelar aos clássicos. E mais uma vez vou citar Meryl Streep nesse meme. Afinal, ela foi a minha atriz preferida e participa do "filme mais triste". Pois é, Meryl, fazer o que se você sabe conduzir sua carreira? Dessa vez o escolhido é "As horas" (oi, Alan Raspante...)
Baseado em um romance aparentemente infilmável de Michael Cunningham (o cara é gênio, todos os seus livros são fabulosos), "As horas" se passa dentro do pensamento melancólico de três mulheres separadas pelos anos mas unidas pela insatisfação que nutrem por algo que nem mesmo elas conseguem expressar a contento (e isso que uma delas é a escritora Virginia Woolf, vivida com delicadeza pela merecida vencedora do Oscar, Nicole Kidman).
A trilha de Philip Glass é um arraso, a edição é perfeita, o roteiro é brilhante e o elenco nem precisa comentar. É obra-prima absoluta. E de acabar com qualquer cidadão com um mínimo de sensibilidade. Mora no fundo do meu coração.
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