terça-feira, 6 de julho de 2010

INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO


INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO (Indiana Jones and the temple of doom, 1984, Paramount Pictures, 118min) Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Willard Huyck, Gloria Katz, história de George Lucas. Fotografia: Douglas Slocombe. Montagem: Michael Kahn. Música: John Williams. Figurino: Anthony Powell. Direção de arte/cenários: Elliot Scott/Peter Howitt. Casting: Jane Feinberg, Mike Fenton, Marci Liroff, Mary Selway Buckley. Produção executiva: George Lucas, Frank Marshall. Produção: Robert Watts. Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw, Jonathan Ke Quan, Amrish Puri. Estreia: 23/5/84

2 indicações ao Oscar: Trilha Sonora, Efeitos Visuais
Vencedor do Oscar de Efeitos Visuais


Depois do monumental sucesso de bilheteria de “Caçadores da Arca Perdida” só mesmo uma pessoa extremamente fosse pouco afeito a dar continuidade a suas obras (é bom lembrar que isso foi antes de "Jurassic Park"...) Mas como o personagem central do filme, o arqueólogo Indiana Jones se prestava a novas aventuras por que não utilizá-lo em mais um espetacular passeio de montanha-russa? A partir desse raciocínio bastante esperto surgiu "Indiana Jones e o templo da perdição", que utilizava inclusive ideias deixadas de lado no filme original.

A nova aventura de Jones se passa antes da primeira e como o filme original, começa com uma cena sem ligação direta com a história que vem adiante. A seqüência inicial se passa na Shangai de 1939, onde Spielberg brinca de dirigir um musical e apresenta a personagem feminina da vez, Wllie Scott, vivida por Kate Capshaw, que será não apenas o interesse romântico do herói mas também a responsável pelo alívio cômico de uma obra, que, ao contrário do primeiro filme, tem cenas bastante violentas e tensas, o que acabou prejudicando seu desempenho nas bilheterias, afinal crianças também vão aos cinemas, certo?

E são crianças o centro da trama, dessa vez. Indo parar em um vilarejo indiano graças um de seus vários desafetos, Indiana Jones acaba sendo confundido como um enviado de Deus para recuperar as crianças do local, aprisionadas em um templo, hipnotizadas e maltratadas por um assustador seguidor de uma seita que exige sacrifícios humanos. Acompanhado de Willie e de seu fiel seguidor, o pequeno Short Round (Ke Huy Quan), Jones entra em cena disposto a ajudar no que for preciso e presenteia a platéia com algumas das melhores seqüências que o cinema de entretenimento pode proporcionar. Enquanto “Caçadores da Arca Perdida” tinha um ar mais despretensioso e alma de matiné, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” pega pesado em cenas assustadoras e de uma tensão palpável. Felizmente os momentos de humor são suficientes para aliviar e não tornar uma diversão familiar em um filme de horror.


Criticado por seu tom sombrio, "O templo da perdição" não tem medo em mostrar uma violência que em "Caçadores" era apenas imaginada e mostrada de forma escapista e com censura livre. Aqui, o vilão arranca o coração das vítimas com as próprias mãos, crianças são chicoteadas impiedosamente e todos os perigos que os protagonistas encaram soam realmente arriscados. A fantasia divertida é substituída por uma tensão constante e o que isso acrescenta em qualidade tira em alcance. O próprio Spielberg não gosta muito do resultado final de "Perdição", preferindo lembrar dele como o responsável por seu contato com Kate Capshaw, com quem viria a se casar tempos depois. Capshaw, inclusive, é a responsável por proporcionar o alívio cômico através do qual o público respira entre cenas extremamente empolgantes para os fãs dos filmes de ação.

"Indiana Jones e o templo da perdição" não é tão delicioso de se assistir quanto "Os caçadores da arca perdida" - até mesmo sua fotografia acompanha a escuridão que permeia o roteiro. Mas surpreende pela ousadia em não se deixar levar pela mesmice e não fica nada a dever ao primeiro em termos técnicos. Digamos que é o irmão mais sério de "Os caçadores"...

2 comentários:

Alan Raspante disse...

Dentre os três, este é o que eu mais gosto. Falando nisso, preciso rever a saga de Indiana, rs
Abs.

Rodrigo Mendes disse...

Oi Clenio,

este Indy não tem mesmo o brilho de Caçadore e Ultima Cruzada, mas é o que mai tem cenas de ação. Uma montanha russa mesmo, de emoções!

Ele vai até o inferno e depois volta, rs!

Abs,
Rodrigo