sexta-feira

ET, O EXTRA-TERRESTRE


ET, O EXTRATERRESTRE (ET, the extra-terrestrial, 1982, Universal Pictures, 115min) Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Melissa Mathison. Fotografia: Allen Daviau. Montagem: Carol Littleton. Música: John Williams. Direção de arte/cenários: James D. Bissell/Jackie Carr. Casting: Jane Feinberg, Mike Fenton, Marci Liroff. Produção: Kathleen Kennedy, Steven Spielberg. Elenco: Henry Thomas, Dee Wallace, Drew Barrymore, C. Thomas Howell, Peter Coyote, Robert MacNaughton. Estreia: 11/6/82

9 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Diretor (Steven Spielberg), Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Som, Efeitos Sonoros, Efeitos Visuais
Vencedor de 4 Oscar: Trilha Sonora, Som, Efeitos Sonoros, Efeitos Visuais
Vencedor de 2 Golden Globes: Melhor Filme/Drama, Trilha Sonora


De vez em quando, para se gostar de um filme, é necessário deixar de lado a razão e embarcar na proposta do diretor. É o que acontece com “ET, o extra-terrestre”, sucesso absoluto de Steven Spielberg. Quem começar o filme esperando ver uma ficção científica com elocubrações filosóficas sobre a origem do universo, vai perder duas horas da vida. Mas quem entrar no espírito da coisa e baixar a guarda provavelmente sairá da sessão com lágrimas nos olhos e uma sensação de paz e serenidade no coração. Exagero? Vai dizer isso pras milhões de pessoas que lotaram os cinemas mundo afora e se emocionaram a valer com a história da amizade entre o menino Elliot (Henry Thomas) e seu extra-terrestre de estimação.

Elliot, o protagonista do filme, é uma criança como outra qualquer. Ainda sofrendo com a separação dos pais, ele sente-se rejeitado pelo irmão mais velho e, sem ter amigos da sua idade para brincar, ele encontra, na garagem de sua casa, um extra-terrestre que ficou na Terra por engano. A princípio temeroso, aos poucos o menino deixa-se levar pelo carinho que sente por ET e o apresenta a sua irmãzinha Gertie (Drew Barrymore) e ao resto de sua família. A coisa começa a ficar complicada quando agentes do governo descobrem a existência do ser alienígena e resolvem caçá-lo. É a partir daí que a genialidade de Spielberg se revela.


Ao eleger a inocência infantil como a maior qualidade que um ser humano ou extra-terrestre pode ter, o diretor optou por rotular os adultos (que, com exceção da mãe de Elliot não tem seus rostos mostrados até o terço final) como vilões e, sem que se perceba de imediato, o público já voltou à infância, está torcendo por Elliot e sua turma e de jeito nenhum fica questionando se bicicletas podem voar. Por um par de horas o público, da idade que for, volta a ser criança. E a câmera, sempre do ponto de vista infantil, só ajuda no efeito, assim como a inesquecível música de John Williams.

“ET” levou quatro Oscar pra casa: efeitos visuais, trilha sonora, efeitos sonoros e som. Não ficou com a estatueta de melhor filme, que foi parar nas mãos da “adulta e séria” cinebiografia de Mahatma Gandhi. Os fãs da pequena obra-prima de Spielberg, no entanto não se importam. Crianças, de idade e de alma, não se importam com prêmios e sim com o que fica em sua memória. E não há quem assista a “ET” e esqueça de sua bela história, que, a despeito dos inspirados efeitos especiais, se mantem como seu principal ingrediente.

2 comentários:

Alan Raspante disse...

Até hoje não vi esse filme... =(

Rodrigo Mendes disse...

Clênio,

mas que maravilha de seleção Spielberguiana! Logo abaixo 'Poltergeist'. Esses filmes estão há muito tempo em minha coleção cinéfila desde os tempos de VHS até Blu-ray, rs!

Abs,
Rodrigo

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