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terça-feira

BRUNO

BRUNO (Bruno, 2009, Universal Pictures, 81min) Direção: Larry Charles. Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Mazer, Jeff Schaffer, estória de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines, Dan Mazer, personagem criado por Sacha Baron Cohen. Fotografia: Anthony Hardwick, Wolfgang Held. Montagem: Jonathan Scott Corn, Scott M. Davids, Eric Kissack, James Thomas. Música: Erran Baron Cohen. Figurino: Jason Alper. Direção de arte/cenários: Dan Butts, Denise Hudson, David Saenz de Maturana/Ute Bergk, Megan Malley, Britt Woods. Produção executiva: Anthony Hines. Produção: Sacha Baron Cohen, Monica Levinson, Dan Mazer, Jay Roach. Elenco: Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten, Clifford Bañagale. Estreia: 25/6/09

Bruno é um modelo vienense de alegados 19 anos de idade que apresenta um dos programas de televisão mais assistidos nos países de língua alemã - com exceção da Alemanha. Gay assumido e dedicadíssimo ao mundo da moda, ele cai em desgraça em seu país de origem e, de queixo erguido, resolve mudar-se para os EUA com a firme intenção de transformar-se no segundo maior ídolo austríaco da história, atrás apenas de Hitler. Contando com a ajuda de um fiel assistente que é apaixonado por ele, Bruno chega em Los Angeles disposto a invadir o mundo do cinema, mas chega à conclusão de que sua aberta sexualidade pode ser um empecilho para o sucesso. Sendo assim, depois de tentar chamar a atenção com causas políticas, um programa de entrevistas e a adoção de um bebê sul-africano, ele resolve deixar de ser gay, partindo em busca de uma cura para sua "doença" - o que inclui conversas com pastores cristãos, acampamentos para caçar com um grupo de heterossexuais e até uma passada rápida no exército americano.

Com essa sinopse simples e aparentemente banal, o ator Sacha Baron Cohen deu continuidade à sua não-oficial cruzada de expor os preconceitos e hipocrisias da população norte-americana, iniciada nas telas com o louvado "Borat" (06). Assim como o repórter do Cazaquistão que chegou à Nova York para aprender as "boas maneiras" dos nativos, Bruno - o personagem - nasceu no programa de TV de Cohen, "Da Ali G Show", e sua chegada aos cinemas não poderia ter sido mais bem-sucedida: em seu fim-de-semana de estreia, "Bruno" - o filme - arrecadou mais de 30 milhões de dólares, tornando-se o filme com protagonista gay de maior bilheteria na estréia na história, batendo o remake de "A gaiola das loucas" estrelado por Robin Williams e Nathan Lane. Equilibrando improvisos com um roteiro repleto de piadas relacionadas ao mundo da moda e das celebridades e salpicando a trama com participações especiais de gente do calibre de Bono Vox, Elton John e Harrison Ford - as cenas com Janet Jackson foram limadas da versão final por causa da inesperada morte de Michael pouco antes da estreia - Cohen novamente deixa indistinguível a linha que separa o humor inteligente daquele no limite do bom gosto. Ao mesmo tempo em que dispara farpas - como chamar Mel Gibson de "fuhrer" devido a suas declarações antissemitas - o roteirista/ator/diretor/produtor pode chocar aos mais sensíveis com sequências que mostram as atividades sexuais de seu protagonista com o então namorado e com o explícito nu frontal na abertura do piloto de seu programa americano. Essa forma de fazer rir a todo custo é, ao mesmo tempo, a maior qualidade e o defeito mais "perigoso" do filme.


Sem papas na língua e totalmente desprovido de qualquer tipo de noção de politicamente correto, Bruno é o perfeito alter ego de Cohen para desfilar - literalmente - um rol de tiradas capazes de arrancar gargalhadas do público gay, ao fazer referências diretas a ícones de sua cultura, como a série "Sex and the city", grifes de roupas e ídolos como Paula Abdul, Angelina Jolie e Madonna. Corre sérios riscos físicos - como na sequência final, passada em uma final de UFC - e desafia sem medo dogmas estabelecidos por sociedades menos abertas a piadas sobre suas crenças - caso de suas tentativas de ser sequestrado no Oriente Médio ou acabar com a rixa entre palestinos e israelenses com uma canção evocando a paz. Até mesmo sua tentativa de seduzir um político conservador (para filmar a relação entre eles e tornar-se famoso) é uma espécie de provocação tanto ao puritanismo ianque quanto ao desespero pela fama que tanto passou a dominar a cultura ocidental.

No final das contas, "Bruno" é um passatempo extremamente curto e igualmente engraçado. Em menos de hora e meia, Sacha Baron Cohen tira sarro de tudo e de todos, expondo preconceitos, ridicularizando estrelismos e fazendo um humor visual dos mais inspirados - a roupa de velcro que acaba sendo a responsável pela queda de Bruno em desgraça em seu país é um achado irresistível. Claro que nem todo mundo vai achar graça, muitos se sentirão ofendidos e outros tantos simplesmente considerarão seu tipo de humor francamente grosseiro. Mas aqueles que embarcarem na enlouquecida viagem do ator com o propósito de diversão - assim como fizeram Elton John, Bono Voz, Chris Martin, Snoop Dogg - certamente darão muitas e (em alguns casos) constrangedoras risadas.

quinta-feira

SWEENEY TODD, O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET

SWEENEY TODD - O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET (Sweeney Todd: the demon barber of Flet Street, 2007, Warner Bros/DreamWorks SKG, 116min) Direção: Tim Burton. Roteiro: John Logan, musical de Hugh Wheeler, adaptação musical de Christopher Bond. Fotografia: Darius Wolszki. Montagem: Chris Lebenzon. Figurino: Colleen Atwood. Direção de arte/cenários: Dante Ferretti/Francesca LoSchiavo. Produção executiva: Patrick McCormick. Produção: John Logan, Laurie MacDonald, Walter Parkes, Richard D. Zanuck. Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen. Estreia: 03/12/07

3 indicações ao Oscar: Ator (Johnny Depp), Figurino, Direção de Arte & Cenários
Vencedor do Oscar de Direção de Arte/Cenários
Vencedor de 2 Golden Globes: Melhor Filme (Comédia/Musical), Ator Comédia/Musical (Johnny Depp) 

Depois que "Moulin Rouge, o amor em vermelho" recolocou os filmes musicais em alta no mercado hollywoodiano - e "Chicago" abocanhou seis cobiçadas estatuetas da Academia, incluindo melhor filme - o gênero voltou a frequentar as telas de cinema com assiduidade, para alegria dos fãs e desgosto dos detratores. Logicamente, a Broadway tornou-se a fonte mais rica de inspiração para os estúdios, que não viam como uma produção bem-sucedida nos palcos não poderia repetir o êxito nas telas - e nem o fracasso de crítica do pretensamente infalível "O fantasma da ópera" (que Joel Schumacher transformou em uma tortura musical em 2004 a despeito das belas canções de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber) alterou essa percepção. Não foi surpresa de ninguém, no entanto, quando a Warner e a Dream Works se uniram para lançar "Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet", adaptação da peça de Hugh Wheeler e Stephen Sondheim que desde 1979 levava multidões aos teatros. Cobiçado pelos estúdios desde sua estreia, o musical quase chegou às telas por diversas vezes, e a lista de atores que quase interpretaram o papel-título incluía nomes tão diversos quanto William Hurt, Harrison Ford, Dustin Hoffman, Robert Redford, Warren Beatty, Al Pacino, Jack Nicholson, Robert DeNiro, Steve Martin e até Gene Hackman. Quando finalmente o projeto recebeu o sinal verde do próprio Sondheim, o cineasta Sam Mendes pulou para a cadeira de diretor, com Russell Crowe no papel central. Felizmente, as coisas deram mais uma vez para trás (felizmente não por causa de Mendes, um grande diretor, mas por causa de Crowe, cujos dotes vocais mostrados posteriormente em "Os miseráveis" não deixam dúvidas de que sua escolha teria sido a sentença de morte para o filme).

Sem Mendes e Crowe na liderança da produção, chegou a vez daquele que provavelmente era o nome certo para comandar o barco: Tim Burton, com sua visão criativa e seu reconhecido gosto pelo bizarro e pelo lado sombrio da humanidade, agarrou com unhas e dentes a chance de realizar seu primeiro musical e, com ele, como era esperado, entraram em cena Johnny Depp (parceiro artístico em cinco outros projetos anteriores) e Helena Bonham Carter (sua esposa e, conforme descoberto em meio às filmagens, grávida de seu segundo filho). Mas, comprovando que suas escolhas não tinham nada a ver com nepotismo (mesmo porque o papel de Carter era disputado por gente como Kate Winslet, Nicole Kidman, Annette Bening e Toni Collette), Burton buscou a aprovação de Sondheim em pessoa antes mesmo de rodar a primeira cena. O resultado final chegou ao público no final de 2007 e toda e qualquer dúvida a respeito das opções de Burton dissiparam-se imediatamente. Mesmo que não tenha se tornado um sucesso arrasador de bilheteria, "Sweeney Todd" encantou a crítica e deu a Depp sua terceira indicação ao Oscar de melhor ator em cinco anos - além de ter conquistado o Golden Globe de melhor comédia/musical do ano. E, mesmo aqueles que não tem muito entusiasmo por musicais tem de reconhecer que, a despeito das características inerentes ao gênero, há muito mais a apreciar do que reclamar no filme de Burton.


Aqueles que se chateiam com a cantoria interminável dos filmes musicais - e "Sweeney Todd" é daqueles praticamente todo narrado através de canções - podem deliciar-se com a fotografia irrepreensível de Dariusz Wolski, que capta o tom soturno de uma Londres pouco afável e bastante sufocante (e, por contraste, ilumina com cores brilhantes o período áureo do protagonista e os sonhos dourados de sua parceira de negócios/crimes). Podem ficar encantados com a reconstituição de época impecável de Dante Ferretti e Francesca LoSchiavo - colaboradores frequentes de Scorsese e que ganharam o Oscar por seu trabalho. Podem surpreender-se com o tom de violência explícita das imagens imaginadas pelo cineasta, que fez questão de manter o sangue aos borbotões propostos na história como forma de enfatizar a catarse emocional que cada morte tem para seu personagem-título. E podem, principalmente, reconhecer o excelente trabalho dramático de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, provavelmente em algumas de suas melhores interpretações: Depp deixa de lado sua tendência a suavizar o personagem com tiques cômicos e sai-se muito bem cantando, e Carter consegue demonstrar toda a gama de emoções de sua personagem com uma sutileza raras vezes vista em sua carreira. Não bastasse tudo isso, o final trágico e inesperado fecha com inteligência uma trama sangrenta e sufocante que destoa dos normalmente sadios e alegres ambientes do gênero.

Baseado em uma lenda inglesa e na peça teatral de Christopher Bond - de onde saíram os detalhes sobre a origem do personagem - o musical de Wheeler e Sondheim conta a história de Benjamin Barker (Depp), um jovem barbeiro londrino que, por armações do invejoso Juiz Turpin (Alan Rickman), se vê condenado a quinze anos de prisão na Austrália, longe da esposa e da filha recém-nascida. Quando retorna à sua cidade natal, emocionalmente abalado e repleto de ódio, ele descobre que sua amada mulher, depois de ter sido violentada pelo juiz, tomou veneno e teve sua filha arrancada de seu convívio. Com o objetivo de vingar-se de Turpin, Barker assume o nome de Sweeney Todd, torna-se o mais conhecido barbeiro da cidade e, com o conluio de sua senhoria, Sra. Lovett (Bonham Carter), passa a matar seus clientes para transformá-los em matéria-prima para as tortas servidas por ela em seu restaurante. Enquanto isso, sua filha, Johanna (Jayne Weisener) faz de tudo para fugir das garras de seu "tutor", especialmente quando se apaixona pelo jovem marinheiro Anthony (Jamie Campbell Bower).

Visualmente deslumbrante e tratado com a seriedade apropriada, "Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet" é um musical sério, intenso e realizado com uma perfeição técnica admirável. Pode não agradar a todos por causa do gênero, mas merece ser aplaudido por suas inúmeras qualidades, que o elevam a grande cinema.

BORAT: O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA

BORAT - O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA (Borat: Cultural learnings of America for make benefit glorious nation of Kazakhstan, 2006, Four By Two/Everyman Pictures/Dune Entertainment, 84min) Direção: Larry Charles. Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham, Dan Mazer, estória de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines, Todd Phillips, personagem criado por Sacha Baron Cohen. Fotografia: Luke Geissbuhler, Anthony Hardwick. Montagem: Craig Albert, Peter Teschner, James Thomas. Música: Erran Baron Cohen. Figurino: Jason Alper. Produção executiva: Monica Levinson, Dan Mazer. Produção: Sacha Baron Cohen, Jay Roach. Elenco: Sacha Baron Cohen, Pamela Anderson, Ken Davitian. Estreia: 04/8/06

Indicado ao Oscar de Roteiro Adaptado

Dentre os indicados ao Oscar 2007 - cerimônia que finalmente premiou Martin Scorsese com seu "Os infiltrados" - nenhuma surpresa foi maior do que a inclusão da comédia "Borat: o segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão viaja à América", escrita, dirigida e produzida por Sacha Baron Cohen, famoso comediante americano, criador de tipos como o rapper Ali G e pouco chegado a sutilezas com seu humor iconoclasta, debochado e muitas vezes a um passo do grosseiro e do vulgar. Justamente essa sua falta de papas na língua, que o faz ser tão popular junto a uma parcela do público ianque - e que também arregimentou fãs em outros países - é que causa o estranhamento em relação à sua indicação à estatueta de melhor roteiro adaptado, junto a títulos bem mais "palatáveis" ao gosto médio dos votantes, como "Notas sobre um escândalo", "Pecados íntimos" e o vencedor da categoria, "Os infiltrados": poucas vezes (se é que existe alguma outra ocasião) a Academia, tão rígida e aparentemente tão desprovida de senso de humor abraçou um filme que tão corajosamente bate de frente com o que se convencionou chamar de bom-gosto. De estrutura frágil mas eficiente, o enxuto filme de Baron Cohen expõe sem pena nem dó todo o ridículo provincianismo do povo médio americano - com todos os seus preconceitos, ódios e idiossincrasias - sem levar-se a sério em momento algum. Não é de admirar que tenha levado tantos processos judiciais - o que é de admirar é que, levando-se em conta o quanto os americanos se levam a sério, nenhum deles tenha ido adiante.

Baron Cohen desaparece sob a pele de Borat Sagdiyev, popular repórter de uma rede de televisão do Cazaquistão que recebe a incumbência de visitar os EUA a fim de estudar seus hábitos culturais e registrá-los em um documentário. Acompanhado de seu produtor, o mau-humorado Azamat (Ken Davitian), ele embarca rumo à Nova York disposto a aprender o máximo possível a respeito daquele que considera o maior país do mundo. Enquanto choca os anfitriões com seu comportamento no mínimo excêntrico - que se choca violentamente com toda e qualquer regra de bom senso e educação do mundo civilizado - o jornalista (que vive em um vilarejo paupérrimo onde não existe o conceito de politicamente correto) vai arrancando de seus entrevistados declarações polêmicas a respeito de estrangeiros, homossexuais, judeus e todos os assuntos que percebe serem minimamente delicados. Seus planos, porém, mudam de direção quando, ao assistir um episódio de "Baywatch" na televisão, ele se apaixona pela atriz Pamela Anderson e decide ir atrás dela e convencê-la a ser sua esposa.


Criado para um programa de televisão, o grotesco Borat serve como uma espécie de lente da verdade que reflete toda a podridão que os americanos tentam desesperadamente esconder para debaixo do tapete. Diante das câmeras do diretor Larry Charles, pessoas aparentemente respeitáveis desfilam sua ignorância e indiferença em relação a minorias e temas controversos: é o caso do vendedor de automóveis que não demonstra a menor hesitação quando fala na velocidade necessária para matar atropelados os ciganos que porventura possam aparecer no caminho ou do animador de rodeios que afirma, orgulhosamente, que é favorável à prisão e morte de gays. Ao mesmo tempo, o próprio ator não poupa sua imagem, ridicularizando a si mesmo com declarações machistas e antissemitas com o objetivo de constranger seus entrevistados - consegue sem muito esforço, e o resultado, independente do quanto se aprecia o humor frequentemente grotesco do filme, é inegavelmente engraçadíssimo. Arrancando risadas do mal-estar e do desconforto alheio com sua obra, Baron Cohen redefine o conceito de humor, pro bem ou pro mal. Mas não deixa de ser muito irônico que um filme que critique tanto e tão abertamente o american way of life tenha entrado no Oscar como convidado de honra.

Desde suas primeiras cenas, em que o protagonista apresenta seu vilarejo, seus amigos e sua família ao espectador, "Borat" convida o público a adentrar em um universo sem limites para o humor - paradoxalmente grosseiro em sequências como a infame briga entre o repórter e seu obeso produtor (ambos nus) e sofisticado em suas ironias e tiradas a respeito das diferenças culturais e sociais entre os EUA e o Cazaquistão (retratado no filme de forma exagerada e flagrantemente distante de sua realidade, o que causou infindáveis polêmicas). Não é todo mundo que vai se identificar com o deboche explícito do filme, mas aqueles que se deixarem conquistar terão uma hora e meia de risadas garantidas.

OS AGENTES DO DESTINO

  OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau, 2011, Universal Pictures, 106min) Direção: George Nolfi. Roteiro: George Nolfi, conto ...