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segunda-feira

ROCKETMAN

 


ROCKETMAN (Rocketman, 2019, Paramount Pictures/New Republic Pictures/Marv Films, 121min) Direção: Dexter Fletcher. Roteiro: Lee Hall. Fotografia: George Richmond. Montagem: Chris Dickens. Música: Matthew Margeson. Figurino: Julian Day. Direção de arte/cenários: Marcus Rowland/Judy Farr. Produção executiva: Michael Gracey, Elton John, Karine Martin, Tommaso Marzotto, Brian Oliver, Claudia Vaughn, Steve Hamilton Shaw, Danny Zamost. Produção: Adam Bohling, David Furnish, David Reid, Matthew Vaughn. Elenco: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Stephen Graham, Steven Mackintosh, Tom Bennett. Estreia: 16/5/2019 (Festival de Cannes)

Vencedor do Oscar de Canção Original ("I'm gonna love me again")

Vencedor de 2 Golden Globes: Melhor Ator Comédia/Musical (Taron Egerton), Canção Original ("I'm gonna love me again")

É inacreditável, mas um ano depois de ter homenageado o sofrível "Bohemian Rhapsody" com quatro (!!!) Oscar - incluindo para o desempenho medonho de Rami Malek -, a Academia de Hollywood simplesmente ignorou aquele que realmente merecia todos os elogios e estatuetas possíveis. Cinebiografia do cantor e compositor Elton John (também um dos produtores executivos do filme e autor de sua canção-tema), "Rocketman" é não apenas a tradução para as telas de sua vida caótica, mas principalmente uma celebração energética, empolgante e emocionante de uma das obras mais importantes da música popular do século XX. Sem medo de tocar em pontos polêmicos de Elton - sua sexualidade, o abuso de drogas e álcool, a relação conflituosa com os pais - e amparada em uma atuação nunca aquém de espetacular de Taron Egerton, a produção dirigida por Dexter Fletcher não cai nas armadilhas tão frequentes em filmes do gênero ao optar por uma visão mais lúdica e não naturalista, que permite a ruptura narrativa tradicional. Em tom ópera-rock (valorizada pelos figurinos excêntricos que recriam o visual do cantor desde a década de 1960), "Rocketman" é absurdamente bom. E, apesar dos Golden Globes (ator e canção original), extremamente subestimado. 

Escrito pelo mesmo Lee Hall do excelente "Billy Elliot" (2000), "Rocketman" já começa quebrando toda e qualquer expectativa de se ver uma cinebiografia tradicional: vestido em um de seus exuberantes e clássicos trajes - recriados com excelência por Julian Day -, o cantor Elton John entra em uma reunião onde anônimos trocam experiências a respeito de seu vício em drogas. Cansado de viver em negação e sofrendo com os problemas inerentes a adicção, o cantor começa a relembrar toda a sua vida, desde sua infância nos anos 1950 em uma pequena cidade do interior da Inglaterra. Ainda com o nome de Reginald Dwight (e interpretado pelo ótimo ator mirim Matthew Illesley), o futuro astro vivia no meio da relação inconstante entre um pai distante, Stanley (Steven Macintosh), e uma mãe pouco afeita a atos de carinho, a quase fria Sheila (Bryce Dallas Howard). Contando com o apoio da avó, Ivy (Gemma Jones), e sentindo-se deslocado, ele encontra um caminho na música e, com o passar do tempo, passa dos estudos na Royal Academy of Music para os palcos de pubs noturnos. Descoberto por um empresário mais dedicado ao dinheiro do que à arte em si, Dick James (Stephen Graham), Elton assume um nome artístico, conhece o jovem compositor Bernie Taupin (Jamie Bell) e inicia uma das carreiras mais longevas e populares da história. Misturando sua vida profissional com a pessoal, se envolve amorosamente com outro empresário, John Reid (Richard Madden) e mergulha nas drogas e no álcool.

 

Assumindo com coragem e quase orgulho todas as nuances que fazem de Elton John um dos mais longevos e influentes ícones pop da história, "Rocketman" abraça o exagero e o camp como forma de traduzir, em duas horas de duração, o consagrado estilo do cantor, famoso por suas roupas, seus óculos, seus sapatos e principalmente por suas atitudes no palco, que incendiava com apresentações nunca menos que antológicas. O roteiro, ágil e informativo na medida certa, se utiliza com perfeição das canções de Elton e Taupin, que ilustram cada momento com humor, emoção e uma energia que ultrapassa a tela. A direção de Dexter Fletcher - que assinou também o subestimado "Voando alto" (2015) - usa e abusa de cores e texturas, aproximando o espectador do universo alucinante e alucinado de seu protagonista, vivido com dedicação e gosto por Taron Egerton. Egerton, aliás, é provavelmente a melhor escolha da produção: carismático e talentoso, o jovem ator britânico tem um desempenho exemplar, funcionando à perfeição como ator, cantor e dançarino, oferecendo um show particular que justifica plenamente seu Golden Globe e deixa ainda mais injusta sua esnobada junto à Academia. Ficando com um papel para o qual estavam cotados James McAvoy, Daniel Radcliffe e Justin Timberlake - preferido de Elton John desde sua participação no videoclipe de "This train don't stop here anymore", de 2001 -, Egerton se transforma no cantor sem deixar-se levar pelo caminho fácil da imitação e/ou caricatura.

Sem querer esconder do público os pontos mais polêmicos da vida e da carreira de Elton John, "Rocketman" mescla os elementos tradicionais das cinebiografias com a irreverência típica do músico. Ao contar sua história através de canções e números musicais - bem coreografados e produzidos com extrema competência -, Dexter Fletcher demonstra uma segurança ímpar em um gênero difícil, em que qualquer excesso (ou carência) pode por tudo a perder. Repleto de canções icônicas em momentos emocionantes e sem pesar a mão mesmo quando se encaminha para uma fase menos colorida na trajetória pessoal do protagonista, o filme de Fletcher é um programa sem contraindicações, ideal para os fãs e para quem ainda não conhece a potência de um ídolo atemporal.

quinta-feira

VOANDO ALTO

VOANDO ALTO (Eddie the Eagle, 2016, Hurwitz Creative/Marv Films/Saville Productions, 106min) Direção: Dexter Fletcher. Roteiro: Sean Macaulay, Simon Kelton, estória de Simon Kelton. Fotografia: George Richmond. Montagem: Martin Walsh. Música: Matthew Margeson. Direção de arte/cenários: Mike Gunn/Naomi Moore. Produção executiva: Zygi Kamasa, Pierre Lagrange, Stephen Marks, Peter Morton, Claudia Vaughn. Produção: Adam Bohling, Rupert Maconick, David Reid, Valerie Van Galder, Matthew Vaughn. Elenco: Hugh Jackman, Taron Egerton, Tom Costello, Jim Broadbent, Christopher Walken. Estreia: 26/01/16 (Festival de Sundance)

As Olimpíadas de Inverno de 1988, em Calgary, Canadá, tornaram-se famosas no cinema graças ao filme "Jamaica abaixo de zero" (93), que contava a história da primeira equipe de trenó do país através de uma comédia em tom familiar. Mas na mesma competição, em outra categoria - salto de esqui - um outro atleta chamava a atenção, não por medalhas ou excelência, mas sim por sua paixão pelo esporte e pela persistência em ser o primeiro britânico a disputar os jogos em um esporte sem tradição em sua nação. Ao cativar o público torcedor, Eddie "The Eagle" Edwards tornou-se uma figura icônica a tal ponto de ser convidado para carregar a tocha olímpica dos jogos de 2010, em uma demonstração de sua importância para o espírito esportivo declarado pelo criador das Olimpíadas modernas, Pierre de Coubertin: "O mais importante nos Jogos Olímpicos não é ganhar, mas participar. O importante na vida não é o triunfo, e sim a luta." Desde então - ou mais precisamente desde 1999, projetos cinematográficos sobre a trajetória de Edwards começaram a surgir, a despeito de sua relutância em permitir uma adaptação. O fracasso de uma tentativa com o ator Steve Coogan - que tencionava realizar uma comédia rasgada sobre o assunto - deixou o campo livre, então, para o diretor e produtor Matthew Vaugh, de "Kingsman: Serviço Secreto" (2014) reconectar-se com o roteiro que havia lido alguns anos antes e que havia deixado de lado. Surgia "Voando alto", uma terna, divertida e emocionante comédia capaz de arrancar sorrisos do mais cético dos espectadores.

Por uma dessas circunstâncias do destino, Vaughn decidiu produzir o filme sobre Edwards depois de assistir, junto com os filhos, a uma exibição na televisão de "Jamaica abaixo de zero". Com o firme propósito de realizar uma obra de tom familiar, sem a violência - repleta de ironia, mas ainda assim violência - de seu "Kingsman", o cineasta preferiu deixar de lado a direção e oferecer o projeto a seu amigo de longa data Dexter Fletcher, ator de seu primeiro filme como produtor, "Jogos, trapaças e dois canos fumegantes", lançado quase vinte anos antes. Tornado diretor com o passar do tempo, Fletcher aceitou o desafio e, com a aprovação de Edwards, "Voando alto" começava finalmente a tomar forma. Não da maneira tradicional, mas com um toque de leveza e humor que faria do filme não uma cinebiografia convencional, mas antes disso, uma releitura em tom cômico de sua trajetória rumo à realização de seu sonho de ser um atleta olímpico. Para isso, não apenas muitos fatos foram alterados - com a anuência do próprio biografado - como personagens foram simplesmente inventados, como forma de impulsionar a narrativa em uma direção mais facilmente palatável ao gosto das plateias. Nascia, assim, a figura de Bronson Peary, um ex-atleta que se torna o hesitante treinador de Edwards e seu maior aliado na luta contra os céticos - e cínicos - burocratas do esporte britânico.


Segundo o roteiro de Simon Kelt e Sean Macaulay - que Edwards diz ser apenas dez ou quinze por centro baseado na verdade - o protagonista, filho único de um gesseiro e de uma dona-de-casa britânicos, sempre sonhou em ser um atleta olímpico, mesmo diante das dificuldades impostas por um problema físico na perna esquerda, que praticamente o impedia de andar direito. Livre do aparelho que o acompanhou na infância, Eddie passa a treinar obsessivamente com o objetivo de participar dos jogos, sempre desencorajado pelo pai, que deseja que ele siga sua profissão. Contrariando até mesmo o Comitê Técnico da Grã-Bretanha - que não deseja um amador tão destreinado junto com seus talentosos atletas - e contando apenas com o apoio da mãe, Edwards resolve ir treinar na Alemanha (na verdade, Eddie foi para os EUA), e lá conhece Bronson Peary (Hugh Jackman), que anos antes, devido a seu comportamento arrogante, deixou de ser um astro do esporte para trabalhar limpando os campos de treino. Depois de muito insistir, Eddie convence Peary a treiná-lo, talvez não para ganhar medalhas, mas para estabelecer um recorde para seu país e provar a todos que a perseverança e a paixão pelo esporte são maiores que a fama e o dinheiro.

Com esse subtexto familiar e politicamente correto, seria fácil para "Voando alto" esbarrar em clichês e sentimentalismos. Porém, em um toque de gênio, Vaughn e Fletcher fazem do filme uma homenagem carinhosa e empolgante a todos aqueles que um dia já tiveram um sonho. Acompanhado por uma trilha sonora caprichada, uma edição ágil, senso de humor inteligente e interpretações impecáveis, o que poderia ser um aborrecido e previsível amontoado de lugares-comuns cede espaço ao divertido retrato de uma paixão quase proibida que se torna, aos poucos, plenamente tangível. Para isso, é imprescindível a atuação exemplar do jovem Taron Egerton, descoberto por Vaughan em "Kingsman": dos maneirismos físicos à linguagem corporal, do visual à voz e à postura, Egerton incorpora Eddie Edwards com extrema perfeição, aliando um carisma impressionante à já facilmente adorável personalidade do protagonista. Sua química com Hugh Jackman é um dos pontos altos de um filme repleto deles. Despretensioso, inspirador e muito, mas muito divertido, "Voando alto" é uma pequena obra-prima, que mesmo quando apela aos clichês, o faz com sinceridade e respeito. Imperdível!

sexta-feira

KINGSMAN: SERVIÇO SECRETO

KINGSMAN: SERVIÇO SECRETO (Kingsman: The Secret Service, 2014, 20th Century Fox, 129min) Direção: Matthew Vaughn. Roteiro: Jane Goldman, Matthw Vaughn, comic book de Mark Millar, Dave Gibbons. Fotografia: George Richmond. Montagem: Eddie Hamilton, Jon Harris. Música: Henry Jackman, Matthew Margeson. Figurino: Arianne Phillips. Direção de arte/cenários: Paul Kirby/David Morison, Jennifer Williams. Produção executiva: Dave Gibbons, Pierre Lagrange, Stephen Marks, Mark Millar, Claudia Vaughn. Produção: Adam Bohling, David Reid, Matthew Vaughn. Elenco: Colin Firth, Taron Egerton, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Michael Caine, Mark Hamill, Jack Davenport. Estreia: 13/12/14 

Em uma determinada cena de "Kingsman: Serviço Secreto", o agente Harry Hart (Colin Firth), em um diálogo com o vilão, Valentine (Samuel L. Jackson), lhe responde à pergunta sobre gostar de filmes de espionagem: "Hoje em dia eles estão um pouco sérios demais para o meu gosto. Mas os antigos... eram maravilhosos!" E completa: "Eu sempre senti que os filmes antigos de James Bond eram tão bons quanto seus vilões. Enquanto criança eu sempre preferi me ver, no futuro, como um grande megalomaníaco!". Esse tom de homenagem/reverência/ironia do filme, mais do que simplesmente parte do estilo do diretor (inglês, é claro) Matthew Vaughn, é fator fundamental para que o filme, baseado em um comic book lançado em 2012 (dois anos antes da estreia do filme, o que não deixa de ser um feito e tanto em uma indústria que às vezes leva décadas desenvolvendo seus projetos) tenha sido tão bem-sucedido, tanto em termos de crítica quanto de bilheteria. Com uma renda de mais de 400 milhões de dólares arrecadados pelo mundo, a comédia de ação de Vaughn - produtor dos primeiros filmes de Guy Ritchie e diretor do igualmente divertido "Kick-ass: quebrando tudo" (2010) - é tudo que um filme do gênero precisa ser: engraçado, movimentado, absurdo e muito, muito bem dirigido.

Indo ainda mais longe em sua criatividade em criar sequências de ação alucinantes que jamais perdem o bom-humor, Vaughn não decepciona em "Kingsman": da primeira cena (com a participação especial de Mark Hamill, o Luke Skywalker em pessoa) até o final explosivo - passando por no mínimo duas cenas geniais, em um pub e em uma igreja lotada - o cineasta parece não ter medo de coisas mundanas, como classificação etária ou a gravidade. Em uma época em que poucas coisas realmente chamam a atenção pela novidade, ele alcança um nível de frescor admirável, principalmente por inserir em suas lutas um ator respeitado por seus dotes dramáticos e vencedor de um Oscar, o britânico Colin Firth. Perceptivelmente se divertindo como nunca na carreira, Firth protagoniza momentos de puro nonsense sem nunca perder a classe, se reinventando e mostrando ser capaz de pular de papéis sérios para deliciosas bobagens sem deixar de lado sua tradicional fleuma. Com uma química impecável com o jovem Taron Egerton, ele surge como o mais improvável herói de filmes de ação - e tira de letra o desafio.


Criado como forma de homenagear as histórias de espionagem que encantavam Vaughn e Mark Millar - um dos autores do comic book que deu origem ao filme - e surgido durante as filmagens de "Kick-ass", o enredo de "Kingsman" explora todos os clichês do gênero, sempre lhe oferecendo altas doses extras de sarcasmo e modernidade. É assim que, sem desrespeitar os cânones já consagrados, conquista também uma audiência mais acostumada a efeitos visuais do que sutilezas - e, ignorando as diferenças de faixa etária, agrada tanto ao público mais adulto quanto àqueles que buscam apenas um entretenimento descompromissado para passar o tempo. Boa parte desse sucesso vem da escalação mais do que certeira do jovem Taron Egerton, que ganhou o papel depois da recusa de Aaron Taylor-Johnson e de ter concorrido com cerca de sessenta atores - incluindo o promissor Jack O'Connell. Carismático, talentoso e dotado de um senso de humor que é imprescindível ao projeto como um todo, Egerton - que depois voltaria a roubar a cena em "Voando alto", ao lado de Hugh Jackman - tem uma química impecável com Colin Firth e não parece incomodado de atuar com gente como Michael Caine e Samuel L. Jackson. Jackson, por sua vez, igualmente parece extremamente à vontade como o grande vilão do filme, Richmond Valentine - que foi oferecido a Tom Cruise, Leonardo DiCaprio e Idris Elba antes de cair em seu colo.

Seguindo a coerência de sua ideia em criar um vilão tão megalomaníaco que beira a caricatura, o roteiro de "Kingsman" apresenta Valentine como um gênio da tecnologia, cujos planos de salvar a Terra do aquecimento global envolve sacrificar parte da população e contar com líderes de todo o mundo. É ele a quem uma organização secreta inglesa chamada Kingsman precisa deter antes que seja tarde demais - e quem lidera a missão é Harry Hart, mais conhecido como Galahad (Colin Firth), que recruta para fazer do grupo o jovem delinquente Gary Enwim, ou simplesmente "Egsy" (Taron Egerton). Filho de um agente morto em ação há alguns anos, Egsy aceita concorrer a uma vaga no disputado time - e o treinamento árduo o revela como um talentoso e audacioso cavalheiro, que irá lutar em pé de igualdade contra o mal representado por Valentine. O treinamento de Egsy, sua transformação gradual de adolescente problemático em um homem de honra, sua relação filial com Harry... tudo está presente no roteiro, de forma orgânica e surpreendentemente moderna e agradável. Mas nada se compara à maneira com que Matthew Vaughn comanda as cenas de luta em seu filme: é impossível ficar impassível diante da adrenalina impressa em cada ângulo, em cada movimento de câmera, que simplesmente joga o espectador no meio de coreografias elaboradas para criar a sensação do mais absoluto (porém organizado) caos. São cenas brilhantes, editadas com maestria e corajosamente violentas, ainda que sua violência seja embalada por um visual colorido e quase irreal - uma prova da excelência do conjunto de fotografia, edição e trilha sonora. Uma conquista em todos os aspectos, "Kingsman: Serviço Secreto" é uma pequena obra-prima do gênero, um filme que, assim como "Kick-ass" subverte as regras para reapresentá-las de forma atraente e irresistível. Vaugh, que desistiu de assinar "X-Men: dias de um futuro esquecido" para comandar essa releitura dos filmes de espionagem, mais uma vez acertou em cheio. Imperdível!

OS AGENTES DO DESTINO

  OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau, 2011, Universal Pictures, 106min) Direção: George Nolfi. Roteiro: George Nolfi, conto ...