EDIFÍCIO MASTER (Edifício Master, 2002, Videofilmes, 110min) Direção e roteiro: Eduardo Coutinho. Fotografia: Jacques Cheuiche. Montagem: Jordana Berg. Produção executiva: João Moreira Salles, Mauricio Andrade Ramos. Estreia: 03/10/02
Quem conhece a obra do cineasta Eduardo Coutinho sabe de sua quase sobrenatural capacidade de arrancar declarações inesperadas de seus entrevistados - e até mesmo de transformar a mais comum das pessoas em um personagem inesquecível e fascinante. Esse talento único está em grande forma em um dos seus melhores trabalhos, "Edifício Master", lançado em 2002 e referência obrigatória para todos os fãs do gênero. Parte da lista dos 100 melhores filmes nacionais de todos os tempos elaborada pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) em 2015 e premiado nos festivais de Gramado e Havana, além da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), o brilhante trabalho de Coutinho reflete como poucos a diversidade do país, utilizando-se para isso um prédio de apartamentos residenciais, localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ao contrário da imagem de glamour e luxo que o endereço pode transmitir em um primeiro momento, os moradores escolhidos pelo diretor para contarem um pouco a respeito de suas vidas são pessoas simples e idiossincráticas, que compõem um panorama eclético e emocionante de uma parte numerosa e frequentemente ignorada do Brasil: a classe média baixa, com seus altos e baixos pessoais, profissionais e familiares.
Ao dar voz a indivíduos aparentemente simples mas dotados de complexidades que são reveladas gradualmente, conforme as entrevistas vão se desenrolando, Eduardo Coutinho deixa claro ao espectador que, mais do que buscar a excentricidade de cada um, ele procura suas banalidades - e, por consequência, sua humanidade mais radical. Com uma variada gama de personalidades em mãos, o cineasta faz do público o voyeur não apenas de um vizinho qualquer, mas de quase quatro dezenas deles, devassando suas intimidades e pensamentos mais honestos. Desfilam pela tela tanto jovens sonhadores e/ou presos a doenças psicológicas ou sociais, casais com histórias de amor variadas, um veterano ator de televisão, uma garota de programa, pessoas de meia-idade amarradas a um passado saudoso que não volta mais, uma ex-dançarina que fez fama no Japão na juventude e vários outros rostos desconhecidos que vão revelando suas grandezas e mesquinharias sem medo de julgamentos ou críticas. Dotado de momentos emocionantes - como o morador que canta "My way", de Frank Sinatra, com os olhos marejados de lágrimas - e outros bastante curiosos - a jovem maníaco-depressiva que tem fobia de pessoas e não consegue sequer olhar nos olhos de Coutinho, por exemplo - "Edifício Master" é um fascinante compêndio sobre a natureza humana, repleto de uma verdade de que somente os melhores documentários conseguem atingir.
Mesmo que tenha escolhido um número relativo pequeno de moradores - 37, de um universo de cerca de 500 à época das filmagens - Eduardo Coutinho comprova, com sua inteligente amostragem, que existem sentimentos que unem todos os seres humanos. A solidão, por exemplo, é uma constante participante das entrevistas, tanto nos personagens mais jovens quanto naqueles mais experientes - tanto nos solteiros quanto nos casados. O que Coutinho faz com admirável destreza é escancarar as portas de cada apartamento, convidando o público a penetrar em vidas de completos estranhos que, alguns minutos mais tarde, tornam-se quase íntimos. Nenhuma história soa pequena diante do vasto interesse do diretor na alma humana: da senhora assaltada que não consegue livrar-se do trauma, da jovem expulsa grávida da casa dos pais e que recomeça a vida no prédio, dos jovens músicos em busca de uma oportunidade, de uma rígida imigrante que acredita que o trabalho duro é a única forma de manter a sanidade física e financeira e do casal de viúvos apaixonados depois de se conhecerem em um anúncio de jornal, tudo é matéria-prima para a curiosidade carinhosa do documentário, que prescinde de artifícios narrativos para atingir seu objetivo: não há nada mais no cinema de Coutinho do que ele mesmo, seus convidados, uma câmera e a emoção que surge em cada minuto. É simples, direto e extremamente eficiente.
Um prédio de 12 andares com 276 apartamentos e que já foi o lar de nomes como Rogéria, Elke Maravilha e Leila Diniz, o Edifício Master passou por mudanças radicais desde o lançamento do filme. Se no momento da realização ele já não era mais o lar de prostitutas, drogados e cafetões que foi por um período de tempo - graças à uma administração mais séria e menos liberal - mais de uma década depois as coisas estavam ainda mais atraentes para seus moradores. O preço dos apartamentos, por exemplo, disparou de cerca de R$ 35 mil em 2002 para R$ 700 mil em 2015, ano em que Eduardo Coutinho morreu assassinado pelo próprio filho, vítima de esquizofrenia. O porteiro ganhou uniforme, as câmeras de vigilância ficaram mais sofisticadas e os moradores tornaram-se, por algum tempo, celebridades do bairro, sendo reconhecidas nas ruas e supermercados como estrelas de cinema. Suas solidões encontraram eco na plateia, que descobriu, graças à imensa sensibilidade que escorre de cada entrevista, que seres humanos são, essencialmente, uns iguais aos outros, com suas dores e delícias. Uma obra-prima atemporal e universal!
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AS CANÇÕES
AS CANÇÕES (As canções, 2011, Videofilmes Produções Artísticas, 90min) Direção: Eduardo Coutinho. Fotografia: Jacques Cheuiche. Montagem: Jordana Berg. Produção: João Moreira Salles, Maurício Andrade Ramos. Estreia: 09/12/11
Se não houvesse músicas, como as pessoas se lembrariam de partes de sua vida? Essa é a questão levantada por Queimado, um dos participantes do belo documentário "As canções", dirigido pelo experiente Eduardo Coutinho, e de certa forma é uma razão para que o filme tenha sido feito: com seu talento incomum de arrancar de seus entrevistados depoimentos emocionantes e verdadeiramente humanos, Coutinho apresenta ao público 18 histórias comoventes sobre amor, tendo como elo de ligação o fato de todas terem uma canção-tema. São pessoas desconhecidas, simples e muitas vezes sem maior instrução que dão um show de sinceridade e até bom-humor. Mais uma vez o cineasta veterano de "Cabra marcado para morrer" acerta em cheio.
A estrutura de "As canções" lembra um pouco a de "Jogo de cena", brilhante documentário que contou com Andrea Beltrão, Marília Pêra e Fernanda Torres, entre outras: o entrevistado entra em um cenário escuro, sem nada mais do que uma cadeira e conta sua história, intercalando-a com a música que a marcou. Desfilam pela tela histórias trágicas e felizes, entre maridos e esposas, entre pai e filho, entre amantes... Em todas elas existe o elemento da paixão, do arrependimento, do amor quase irracional. Em todas elas a audiência se reconhece (se não ao todo ao menos em parte). Em todas elas o ser humano (material de supremo interesse do documentarista) é o astro central, dividindo o palco com sua trilha sonora particular. Em todas elas há aquilo que faz da obra de Coutinho tão especial: seu carinho pelo ser humano.
É esse carinho que abraça as histórias registradas pela câmera do cineasta, que interfere o mínimo possível nos depoimentos escolhidos, todos regidos principalmente pela emoção. Entre os inúmeros talentos de Coutinho está aquele essencial a um bom documentarista: garimpar sentimentos genuínos, personagens cativantes e histórias universais e ao mesmo tempo muito particulares. É fascinante a forma com que os entrevistados se entregam à emoção sem hesitação, seja por saudade, por remorso, por amor puro e deslavado. Talvez o mais emblemático de todos os depoimentos seja o de dona Maria Aparecida, uma mineira que foi expulsa de casa pelos pais ao ficar grávida quando ainda era solteira: em sua narrativa surge drama, humor, romance, preconceito e uma ferrenha paixão pela vida e pela família. Assim como ela, os outros convidados desfilam diante da câmera adultérios, mortes, malandragem, amores imortais, saudade e um sentimento palpável de conformismo em relação ao fim de uma história de amor. É a vida como ela é, sob o olhar compreensivo e neutro de um dos maiores diretores de documentários que o país já teve.
Característica central da filmografia de Eduardo Coutinho, sua paixão pelas pessoas fica patente em "As canções": enquanto suas "personagens" estão em cena é difícil não se envolver, não ser tocado, não compreender cada história, por mais distante que esteja do universo do espectador. Tudo é responsabilidade da capacidade do diretor em despertar a confiança absoluta do interlocutor, que sente-se como em um terapeuta. Lágrimas são constantes nos depoimentos, mas ninguém parece se incomodar com esse devassar sentimental. Todos estão ali para dividir suas experiências. E esse jogo de compartilhamento de vida é arrebatador. Entre as músicas de Roberto Carlos, Jorge Benjor, Chico Buarque e Noel Rosa que são trilha sonora de vidas de gente como a gente, fica a certeza de que o amor não escolhe sexo, classe social ou idade para aparecer e fazer seus estragos. E é isso que faz de "As canções" um filme tão especial e caloroso. Imperdível!
Se não houvesse músicas, como as pessoas se lembrariam de partes de sua vida? Essa é a questão levantada por Queimado, um dos participantes do belo documentário "As canções", dirigido pelo experiente Eduardo Coutinho, e de certa forma é uma razão para que o filme tenha sido feito: com seu talento incomum de arrancar de seus entrevistados depoimentos emocionantes e verdadeiramente humanos, Coutinho apresenta ao público 18 histórias comoventes sobre amor, tendo como elo de ligação o fato de todas terem uma canção-tema. São pessoas desconhecidas, simples e muitas vezes sem maior instrução que dão um show de sinceridade e até bom-humor. Mais uma vez o cineasta veterano de "Cabra marcado para morrer" acerta em cheio.
A estrutura de "As canções" lembra um pouco a de "Jogo de cena", brilhante documentário que contou com Andrea Beltrão, Marília Pêra e Fernanda Torres, entre outras: o entrevistado entra em um cenário escuro, sem nada mais do que uma cadeira e conta sua história, intercalando-a com a música que a marcou. Desfilam pela tela histórias trágicas e felizes, entre maridos e esposas, entre pai e filho, entre amantes... Em todas elas existe o elemento da paixão, do arrependimento, do amor quase irracional. Em todas elas a audiência se reconhece (se não ao todo ao menos em parte). Em todas elas o ser humano (material de supremo interesse do documentarista) é o astro central, dividindo o palco com sua trilha sonora particular. Em todas elas há aquilo que faz da obra de Coutinho tão especial: seu carinho pelo ser humano.
É esse carinho que abraça as histórias registradas pela câmera do cineasta, que interfere o mínimo possível nos depoimentos escolhidos, todos regidos principalmente pela emoção. Entre os inúmeros talentos de Coutinho está aquele essencial a um bom documentarista: garimpar sentimentos genuínos, personagens cativantes e histórias universais e ao mesmo tempo muito particulares. É fascinante a forma com que os entrevistados se entregam à emoção sem hesitação, seja por saudade, por remorso, por amor puro e deslavado. Talvez o mais emblemático de todos os depoimentos seja o de dona Maria Aparecida, uma mineira que foi expulsa de casa pelos pais ao ficar grávida quando ainda era solteira: em sua narrativa surge drama, humor, romance, preconceito e uma ferrenha paixão pela vida e pela família. Assim como ela, os outros convidados desfilam diante da câmera adultérios, mortes, malandragem, amores imortais, saudade e um sentimento palpável de conformismo em relação ao fim de uma história de amor. É a vida como ela é, sob o olhar compreensivo e neutro de um dos maiores diretores de documentários que o país já teve.
Característica central da filmografia de Eduardo Coutinho, sua paixão pelas pessoas fica patente em "As canções": enquanto suas "personagens" estão em cena é difícil não se envolver, não ser tocado, não compreender cada história, por mais distante que esteja do universo do espectador. Tudo é responsabilidade da capacidade do diretor em despertar a confiança absoluta do interlocutor, que sente-se como em um terapeuta. Lágrimas são constantes nos depoimentos, mas ninguém parece se incomodar com esse devassar sentimental. Todos estão ali para dividir suas experiências. E esse jogo de compartilhamento de vida é arrebatador. Entre as músicas de Roberto Carlos, Jorge Benjor, Chico Buarque e Noel Rosa que são trilha sonora de vidas de gente como a gente, fica a certeza de que o amor não escolhe sexo, classe social ou idade para aparecer e fazer seus estragos. E é isso que faz de "As canções" um filme tão especial e caloroso. Imperdível!
quinta-feira
JOGO DE CENA
JOGO DE CENA (Jogo de cena, 2007, Matizar/VideoFilmes, 100min) Direção: Eduardo Coutinho. Fotografia: Jacques Heuiche. Montagem: Jordana Berg. Produção executiva: Guilherme Cezar Coelho, João Moreira Salles, Mauricio Andrade Ramos. Produção: Bia Almeida, Raquel Freire Zangrandi. Elenco: Andrea Beltrão, Fernanda Torres, Marília Pera. Estreia: 09/11/07
A trágica e inesperada morte de Eduardo Coutinho no último dia 02 de fevereiro calou uma das mais instigantes e brilhantes vozes do documentário brasileiro. Coutinho, que assinou a direção do clássico "Cabra marcado para morrer" sempre pautou sua obra pelo carinho com seus entrevistados, pelo respeito pelas histórias contadas e principalmente pela inteligência com que conduzia suas entrevistas, repletas de calor humano e sinceridade. Se em "Edifício Master" ele deu um passo à frente em sua obra - focando sua atenção para pessoas aparentemente comuns - foi com "Jogo de cena", fascinante estudo sobre a arte do ator e o estoicismo humano que ele atingiu seu ponto máximo. Embaralhando as cartas da ficção com as da realidade, o mestre Coutinho construiu uma das mais fabulosas obras de sua genial filmografia.
A ideia do documentário em si já é instigante: 83 mulheres, habitantes do Rio de Janeiro, responderam a um anúncio de jornal para que se encontrassem com a produção para contar alguma história de sua vida. As histórias selecionadas foram gravadas pelas próprias mulheres diante das câmeras de Coutinho e em seguida, atrizes consagradas (Fernanda Torres, Marilia Pera, Andrea Beltrão) contavam essas mesmas histórias como se fossem delas. Pronto. A base é essa. O que surpreende, encanta e comove é a forma com que o diretor explora essa dualidade entre a realidade e sua imitação sem fazer nada mais do que simplesmente deixar que as histórias - quase todas de forte impacto emocional - falem por si mesmas, ora disfarçadas por um oportuno senso de humor, ora sublinhadas por sentidas lágrimas de tristeza ou emoção. É hipnotizante a forma com que a edição do filme intercala a verdade (as pessoas "reais") com seu arremedo (as atrizes, buscando atingir as notas da vida real), mostrando ao público tanto a vida como ela é quanto um ensaio genial sobre os bastidores da criação artística - mesmo que as personagens não sejam exatamente personagens.
Sendo assim, Coutinho apresenta à plateia a triste história de uma jovem mãe que se vê diante da perda do filho recém-nascido (e depois representada por uma comovida Andrea Beltrão) e uma mulher com dificuldades de relacionamento com a filha que mora nos EUA (posteriormente interpretada por Marilia Pera), assim como nubla a divisão entre real/fictício com a narrativa de uma jovem atriz negra que superou as dificuldades raciais e econômicas graças ao teatro e com o toque de mestre de apresentar uma história final contada por uma atriz desconhecida do grande público e por uma mulher comum: quem é quem é a grande questão que faz com que "Jogo de cena" se transforme de um filme em uma experiência rica e avassaladora.
Um mergulho na alma feminina e nas técnicas de interpretação de grandes atrizes, "Jogo de cena" é um dos mais apaixonantes filmes nacionais da história, ao revelar à plateia as entranhas de suas "personagens" sem nenhum tipo de julgamento ou manipulação. E é também fascinante para qualquer fã de cinema, teatro ou seres humanos com todas as suas imperfeições. Absolutamente impecável!
A trágica e inesperada morte de Eduardo Coutinho no último dia 02 de fevereiro calou uma das mais instigantes e brilhantes vozes do documentário brasileiro. Coutinho, que assinou a direção do clássico "Cabra marcado para morrer" sempre pautou sua obra pelo carinho com seus entrevistados, pelo respeito pelas histórias contadas e principalmente pela inteligência com que conduzia suas entrevistas, repletas de calor humano e sinceridade. Se em "Edifício Master" ele deu um passo à frente em sua obra - focando sua atenção para pessoas aparentemente comuns - foi com "Jogo de cena", fascinante estudo sobre a arte do ator e o estoicismo humano que ele atingiu seu ponto máximo. Embaralhando as cartas da ficção com as da realidade, o mestre Coutinho construiu uma das mais fabulosas obras de sua genial filmografia.
A ideia do documentário em si já é instigante: 83 mulheres, habitantes do Rio de Janeiro, responderam a um anúncio de jornal para que se encontrassem com a produção para contar alguma história de sua vida. As histórias selecionadas foram gravadas pelas próprias mulheres diante das câmeras de Coutinho e em seguida, atrizes consagradas (Fernanda Torres, Marilia Pera, Andrea Beltrão) contavam essas mesmas histórias como se fossem delas. Pronto. A base é essa. O que surpreende, encanta e comove é a forma com que o diretor explora essa dualidade entre a realidade e sua imitação sem fazer nada mais do que simplesmente deixar que as histórias - quase todas de forte impacto emocional - falem por si mesmas, ora disfarçadas por um oportuno senso de humor, ora sublinhadas por sentidas lágrimas de tristeza ou emoção. É hipnotizante a forma com que a edição do filme intercala a verdade (as pessoas "reais") com seu arremedo (as atrizes, buscando atingir as notas da vida real), mostrando ao público tanto a vida como ela é quanto um ensaio genial sobre os bastidores da criação artística - mesmo que as personagens não sejam exatamente personagens.
Sendo assim, Coutinho apresenta à plateia a triste história de uma jovem mãe que se vê diante da perda do filho recém-nascido (e depois representada por uma comovida Andrea Beltrão) e uma mulher com dificuldades de relacionamento com a filha que mora nos EUA (posteriormente interpretada por Marilia Pera), assim como nubla a divisão entre real/fictício com a narrativa de uma jovem atriz negra que superou as dificuldades raciais e econômicas graças ao teatro e com o toque de mestre de apresentar uma história final contada por uma atriz desconhecida do grande público e por uma mulher comum: quem é quem é a grande questão que faz com que "Jogo de cena" se transforme de um filme em uma experiência rica e avassaladora.
Um mergulho na alma feminina e nas técnicas de interpretação de grandes atrizes, "Jogo de cena" é um dos mais apaixonantes filmes nacionais da história, ao revelar à plateia as entranhas de suas "personagens" sem nenhum tipo de julgamento ou manipulação. E é também fascinante para qualquer fã de cinema, teatro ou seres humanos com todas as suas imperfeições. Absolutamente impecável!
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